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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cônsul do Haiti perde diplomacia

Assistam o vídeo dessa reportagem sobre o Cônsul do Haiti, que foi transmitido várias vezes na televisão após a tragédia do Haiti. Até pensei que fosse passar impune. Agora, o pior de tudo é o final da reportagem, vendo o SBT tentando justificar as palavras do Cônsul. Quanto devem ter levado nessa?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Issuu

E Revista Cult está disponibilizando parte da revista neste site de publicação: Issuu. Excelente iniciativa da revista disponibilizando assim, m4is cultur4 pela rede. Não tive tempo ainda de olhar outras publicações, mas a Superinteressante também já tem seu espaço por lá!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Barretos


Impressionante a audiência que a mídia nacional tem dado a este rodeio e de forma acrítica. Imagino quanto capital não esteja envolvido nessa divulgação e propaganda de uma coisa tão besta e sádica que é fazer as pessoas de divertirem com o sofrimento de um animal.

dica: www.odeiorodeio.com

Protesto contra "NO LIMITE E REDE GLOBO" marca sexta-feira na capital paulista!


"Nesta sexta-feira, dia 28 de agosto de 2009, os coletivo: ativismo.com, Odeio rodeio e outros ativistas independentes pela defesa animal, se reuniram para protestar em frente à sede da Rede Globo de Televisão em 4 estados diferentes, sendo eles: São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, e Rio Grande do Sul.

A indignação tomou conta de um grande número de pessoas e grupos de defesa animal. A Rede Globo de Televisão, famosa pela manipulação de notícias, nos brinda agora com baixarias criminosas em busca de pontos na audiência."

Fonte: http://www.ativismo.com

domingo, 5 de abril de 2009

Usuários, engajamento e mídia

Interessante a matéria sobre o consumo de drogas na região e a opinião do delegado da Polícia Federal sobre o assunto, na edição de hoje (05/04/2009) do jornal O Diário. Nem sempre esta é a opinião ventilada nos meios de comunicação ultimamente e enfiada "goela abaixo" para a população, que muitas vezes repete asneiras sem pensar no que diz.

Quando o assunto é tráfico de drogas, todos tem a mesma opinião que o responsável é o usuário que mantém todo o esquema, e esquece-se de tudo mais envolvido nesse sistema. Esquece-se as questões sociais, psicológicas, culturais, políticas e econômicas e reduz-se tudo a "sem vergonhice" do usuário. Aliás, tudo ultimamente exime a responsabilidade do Estado. Nós que pagamos pela nossa educação, saúde, pelos pedágios nas rodovias e a culpa da violência que cresce dia após dia em Campos é dos usuários de drogas.

Acho importante os meios de comunicação, e por que não, agora, os blogs (que já disputam em pé de igualdade com os jornais da cidade), "abrirem o microfone" para outras opiniões.
Valorizo muito a opinião de pessoas capacitadas, com estudo em áreas específicas, para explicar um pouco o que acontece. Evidentemente nem sempre é isso o que acontece. Tanto pela falta, aí também no sentido de omissão, dos profissionais e intelectuais no assunto, quanto pela falta de espaço e interesse em abrir o debate em determinados meios de comunicação, afinal vivemos num regime mercadológico, onde pesa-se "o que vende mais".

Li agora pouco uma entrevista com o Professor Deneval Siqueira de Azevedo Filho (aqui e aqui), na Folha da Manhã, falando sobre cultura e a relação desta com a política atual do município. Acho importante esse debate, principalmente com pessoas envolvidas no assunto e que trabalham na área. Independente da posição política dele, que confesso desconhecer.

Na verdade, acho importantíssimo a participação da universidade e de pesquisadores, em questões sobre política, cultura, saúde, economia, etc. Afinal, estes pesquisadores possuem bolsas de estudo do governo e deveriam se engajar muito mais ativamente nesse sentido. Rebater opiniões engessadas, que são massificadas todos os dias na mídia nem sempre é fácil, e muitas vezes o louco acaba sendo você, que discorda da maioria.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Propaganda do MEC do ProUni

Há algum tempo venho querendo comentar esta propaganda do MEC sobre o ProUni que vem sendo veiculada na TV aberta.



A propaganda apela para a oportunidade que foi dada a uma estudante pobre de cursar medicina numa faculdade. Parece até bonita a atitude caridosa do governo, se não soubessemos como realmente as coisas funcionam. Como tudo passa despercebido aos olhos da grande massa. E já nem falo da massa que não teve oportunidade de cursar o ensino superior, porque estes também não se diferenciam muito criticamente dos que pararam no ensino médio. Não é de hoje que ensino superior ou universidade não tem mais nada a ver com ser crítico ou alguém capaz de pensar além dos problemas aparentes. Ter diplomas ou títulos nada mais é que ser um especialista numa determinada questão técnica de sua área.

A universidade que esta menina vai cursar é uma universidade paga. Algumas bolsas do ProUni são integrais, outras não. Essas vagas são compradas pelo governo, pois segundo eles, sai mais barato para o governo colocar alunos em universidades particulares do que fazer novas universidades públicas.

A universidade sempre se apoiou no tripé ensino-pesquisa-extensão até o governo FHC liberar a abertura de várias universidades privadas que não priorizavam este tripé limitando-se apenas ao ensino. Esta "liberação" seguiu os ditames da política neoliberal e do FMI, incentivando as empresas a investirem na área educacional e gerando enormes lucros, fazendo assim, movimentar a economia do país.

A questão é que estas escolas de ensino superior foram abertas e funcionaram e funcionam de forma duvidosa do mesmo jeito. Sem compromisso com a formação de qualidade, crítica e sem pesquisa. O objetivo que nunca foi escondido, sempre foi ensino-aprendizagem.

O governo não se preocupou com a estrutura dessas universidades. Apenas com a economia, com os grandes empresários e como gerar bastante lucro para os ricos. Os cursos ficaram lotados e muita gente se formou, caindo no mercado de trabalho e não tendo como o mercado absorver todos estes profissionais. Outra mancada do governo que não preparou o mercado para isso.

Além das questões econômicas, sociais, a questão cultural e educacional caminham cada vez mais a passos largos para o fundo do poço. O ensino está cada vez pior. O MEC cada vez mais contribui para isso. O governo Lula, assim como anteriores, está mais interessado em números, em quantidade, em quantas pessoas com ensino superior nós temos ou quanto podemos aumentar ainda. Cria-se ensino à distância, salas de aula virtuais, e assim demite-se mais professores. E tudo isso passa batido.

O vídeo abaixo do filósofo Paulo Ghiraldelli expõe bem este fracasso do MEC. Uma das medidas do governo foi avaliar a lambança toda através do ENADE, ou o Provão, como era chamado no governo FHC, para livrar da responsabilidade o governo. Jogar a responsabilidade no estudante por não ter ido bem. Realmente seria muito interessante se o governo criasse ou a população sugerisse de 6 em 6 meses um provão para os vereadores dos nossos municípios, para os Prefeitos, Governadores e Presidente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mídia campista: a quem interessa?

Há muitos anos a mídia de nossa cidade dá um show de amadorismo ou falta de profissionalismo mesmo. Cada vez mais os blogs ganham espaço e os jornais locais perdem. Perdem por pobreza de conteúdo, erros de português/digitação, coligação política, etc.

Há algum tempo o site da Folha da Manhã foi reformulado, tendo o usuário que fazer um cadastro para poder ler o conteúdo do jornal. Babaquice é pouco. O Monitor Campista já tinha feito isso há um bom tempo e nunca perdi meu tempo fazendo este cadastro.

Antes de ontem, precisei pesquisar uma coisa nos três jornais. O Diário não guarda arquivos, se guarda deve estar muito escondido. Isso quando você lê alguma coisa no site, ou abre determinada página e salva para ler depois, no dia seguinte eles já colocam outra matéria no lugar do mesmo link do dia anterior. Simplesmente um show de competência.

Tentei fazer o cadastro do Monitor Campista e lá pediam número do telefone celular, residencial, nome da rua, cep e CPF! Pra que raios vou dar todas essas informações? Desisti.

Consegui o que eu procurava com um vizinho que tinha comprado o jornal alguns dias antes, porque procurar alguma informação nos sites da mídia campista, simplesmente não dá!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Falta de crítica

Estava ouvindo o rádio hoje de manhã e uma profissional da área de Recursos Humanos estava dando uma entrevista sobre seleção, mercado de trabalho, oportunidades, etc. Ouvi atentamente. Algumas dessas pessoas passam ou tentam passar uma imagem de estarem sempre muito antenadas na área empresarial ou no mercado de trabalho. Gostam de fazer uma análise de conjuntura, falar do mercado mundial, das oportunidades que os patrões muito bonzinhos gostam de dar e muitas vezes falam sem um pingo de criticidade.

Foi então que ela começou a fazer uma comparação com as universidades americanas e as brasileiras quanto ao investimento de capital privado dentro das instituições de ensino superior. Citando então quantos porcentos que as empresas americanas investiam dentro das universidade e incentivando que o mesmo deveria ser feito aqui, pois poucas empresas brasileiras faziam isto.

Enquanto ela falava disso e os locutores da rádio apoiavam a idéia dela, me lembrei dos encontros que participei na UFF em Niterói com os Sindicatos de Professores Federais e do Estado junto com Movimentos Sociais e Estudantis sobre a privatização do Ensino Público. De como cursos que eram feitos fora da grade das universidades eram pagos. E isso já vem acontecendo há um bom tempo e cada vez mais, deixando que cada vez mais o ensino deixe de ser público. Lembro dos debates sobre essas iniciativas das empresas privadas junto às pesquisas dentro dos campus, o quanto isso poderia ser bom e quanto poderia ser ruim. Enfim, discutíamos de forma crítica todos esses aspectos, que em momento algum foi levantado pela entrevistada e pelos locutores.

São coisas que são passadas "goela abaixo" mesmo. E, às vezes, imperceptíveis até daqueles que tem um nível básico de informação. Lembro de um texto que trabalhei numa especialização que falava da diferença entre informação e formação. As pessoas que lêem jornal, revistas semanais, assistem telejornais não tem um nível de criticidade que uma pessoa que estuda determinados teóricos. Se debruçar em teoria, filosofia é algo que exige muito mais tempo e determinação do que ler um jornal. Entretanto, isso não quer dizer que os jornais não servem pra nada. E também não estou dizendo que todo mundo que fez uma faculdade é crítico. Vide este exemplo do rádio de hoje de manhã. Dois jornalistas (ou não) e uma Psicóloga ou Administradora falando.