Ele é esperto e persistente Acha que nasceu pra ser respeitado Ele é incerto e reticente Acha que nasceu pra ser venerado O palácio é o refúgio mais que perfeito Para os seus desejos mais que secretos Lá ele se imagina o eleito Sem nenhuma eleição por perto Ele é o esperto, ele é o perfeito Ele é o que dá certo, ele se acha o eleito Seus ternos são bem cortados Seus versos são mal escritos Seus gestos são mal estudados A sua pose é militarista Ele se acha o intocável Senhor de todas as cadeiras Derruba tudo pra ficar estável Ele não está aí para brincadeira E o tempo passa quase parado E eu aqui sem a menor paciência Contando as horas como se fossem trocados Como se fossem contas de uma penitência E tudo parece estar errado Mas nesse caso o erro deu certo Foi o que ele disse a o pé do rádio Com a honestidade pelo avesso
O descrédito com a política nacional, a união em torno de uma ideologia “anarquista” e até mesmo a desinformação quanto a possibilidade de anular o pleito fazem com que muitos eleitores, ao longo dos anos, se articulem para defender o voto “em ninguém”. Em 2010, os adeptos da prática aproveitam para levantar a bandeira da anulação do voto nas redes sociais. No entanto, segundo a Legislação Eleitoral Brasileira, os votos nulos e brancos não são contabilizados no resultado final de uma eleição e os candidatos são eleitos apenas com base nos votos válidos. Neste contexto, as mobilizações possuem mais caráter de escracho do que de protesto. Sr. Nulo, 39, é um dos adeptos do voto em ninguém. Paulista de São Bernardo do Campo, ele não revela a verdadeira identidade, mas é, desde 2006, dono da segunda maior comunidade do Orkut a favor da anulação do voto, a “Voto Nulo - Revolução Silenciosa” — que reúne mais de 7.800 participantes. Também mantém um blog homônimo à comunidade e criou, há pouco mais de um mês, o Twibbon — espécie de selo para a foto do perfil do Twitter, — “Vote Nulo”, já usado por 285 pessoas. Para o internauta, que anula o voto desde 2004, o cúmulo da decepção com a política foi com o escândalo do mensalão, em 2005, quando até mandou uma carta ao presidente Lula pedindo explicações. “O que me motiva a votar nulo é a impunidade e o descaso que a classe política tem com as nossas necessidades básicas. Creio que a mobilização popular na internet pode assumir proporções inimagináveis”, defende. Outro adepto da campanha pró-voto nulo é Rodrigo Fernandes, do site Jacaré Banguela. Ele lançou, na segunda semana de agosto, um vídeo de campanha para o fictício candidato Abelardo Ninguém. No vídeo, “Ninguém” cumprimenta moradores de rua e é apoiado pela população, que mostra com os dedos o número de candidato, 3003. O jingle do “candidato”, em ritmo de samba, apresenta o personagem com versos irônicos como: “Ninguém se importa com os seus problemas / Ninguém ajuda os desempregados” e “ Ninguém se importa com você / Ninguém quer seu voto / Ninguém faz por merecer!”. Veja o vídeo “Vote em Ninguém”: Opinião pública - O especialista em marketing digital da Magoweb, Sílvio Tanabe, acredita no poder das mobilizações digitais, mas pondera que a internet ainda não é forte a ponto de influenciar a opinião pública no Brasil. “Para se ter ideia, uma pesquisa recente realizada pela ComScore revelou que, enquanto 9% dos americanos acessam sites políticos, no Brasil esse número se restringe a 2%. Atualmente, o uso da internet é forte o suficiente para mobilizar grupos de interesse e comunidades, por meio de causas específicas”, analisa. Sílvio Tanabe, no entanto, vê na internet a possibilidade de muita gente, principalmente os mais jovens, se envolver com política. “Temos de lembrar, contudo, que a internet é um meio e, por si só, não é capaz de mobilizar o interesse pela política. Quem deve fazer isso é a própria classe política, fazendo uso correto da internet para incentivar a participação dos jovens”, analisa.
No dia 03 de setembro você vai brincar de democracia ou vai dizer a todos que você não aceita mais a palhaçada em que vivemos? Corrupção, desemprego, abandono da saúde, sucateamento de hospitais, escolas e universidade, miséria, fome e muitos males que fazem parte da vida real de todo nosso Brasil - diferente do que é mostrado agora nas campanhas eleitorais, é mantido e sustentado pelos parasitas que estão no poder e pelo papel de palhaço que a grande maioria dos brasileiros fazem em todas as eleições.
Votar no "menos pior" não é a solução. Votar no "menos pior" é legitimar esse sistema eleitoral em que vivemos. Dia 03 de setembro dêem um basta tem tudo isso e anule seu voto!
Em campanha pelo voto consciente e inteligente, faço esta humilde campanha pelo voto nulo aqui no blog com músicas sobre este tema. Salve a música de protesto.
Rosinha venceu com diferença de pouco mais de 20 mil votos o candidato Arnaldo Viana, nas eleições do 2º turno, em Campos. O resultado não é dos melhores, mas ver Arnaldo Viana e sua corja fora da prefeitura também é gratificante. Queria saber o que se passa na cabeça do então derrotado candidato Arnaldo Viana neste momento. Provavelmente este é o fim de sua carreira política. Um candidato que se queimou durante todo seu tempo de governo, envolvido em inúmeros casos de corrupção, e que não tinha nenhuma condição de disputar as eleições com a candidata Rosinha, que estava super bem acessorada e preparada para disputar a prefeitura da cidade.
E ainda me pergunto como Arnaldo teve tantos votos. Quem são essas pessoas que votam em Arnaldo? Votar em Rosinha, sem considerar muito quem ela é, que tipo de política faz, assim como o Garotinho, apenas visualizando suas propostas e propaganda de governo é até aceitável. Mas, Arnaldo? Que vergonha!
Haja cara de pau para querer ver a roubalheira começar tudo de novo. Resta agora aguardar o início do mandato da Rosinha, para ver se vai fazer pelo menos metade do que cumpriu. Se não fizer também, não será novidade para mim. É de se esperar que as coisas piorem.