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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A sua rádio!

Agora você pode fazer sua rádio! Na verdade é quase uma rádio, mas só com músicas. Você cria o nome da sua rádio e escolhe as bandas que farão parte da sua seleção de músicas. Por exemplo: The Doors, Janis Joplin, Pink Floyd, The Who e Beatles. Cinco pra começar. O site toca aleatóriamente todas as músicas das bandas citadas, como se tivesse um DJ mesmo, selecionando-as pra você. Você pode adcionar mais bandas depois e o próprio site te recomenda algumas, baseado no seu estilo, por exemplo: Jimy Hendrix? Joe Cocker? Credence? Jethro Tull? e por aí vai...

Ainda não tem bandas brasileiras... pelo menos algumas que tentei não tinham. Além de selecionar suas bandas, você pode, se quiser, classificar algumas músicas, todas organizadas por discos, das que você gosta muito e quer que toque sempre, as que você acha legal e as que você prefere que não toquem.

Pra quem quer fazer uma festinha e tem como ligar o laptop numas caixas de som maiores é uma boa, além do fato de não ter que ficar trocando toda hora de CD. Ou ligar o laptop enquanto joga um poker com os amigos...

E pra não ficar tudo muito farofado, dependendo da sua seleção de bandas, você pode criar várias rádios, dependendo do estilo de cada uma. Vale a visita. Dá uma olhada no post abaixo!

Jango!

olha ai!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Falta de crítica

Estava ouvindo o rádio hoje de manhã e uma profissional da área de Recursos Humanos estava dando uma entrevista sobre seleção, mercado de trabalho, oportunidades, etc. Ouvi atentamente. Algumas dessas pessoas passam ou tentam passar uma imagem de estarem sempre muito antenadas na área empresarial ou no mercado de trabalho. Gostam de fazer uma análise de conjuntura, falar do mercado mundial, das oportunidades que os patrões muito bonzinhos gostam de dar e muitas vezes falam sem um pingo de criticidade.

Foi então que ela começou a fazer uma comparação com as universidades americanas e as brasileiras quanto ao investimento de capital privado dentro das instituições de ensino superior. Citando então quantos porcentos que as empresas americanas investiam dentro das universidade e incentivando que o mesmo deveria ser feito aqui, pois poucas empresas brasileiras faziam isto.

Enquanto ela falava disso e os locutores da rádio apoiavam a idéia dela, me lembrei dos encontros que participei na UFF em Niterói com os Sindicatos de Professores Federais e do Estado junto com Movimentos Sociais e Estudantis sobre a privatização do Ensino Público. De como cursos que eram feitos fora da grade das universidades eram pagos. E isso já vem acontecendo há um bom tempo e cada vez mais, deixando que cada vez mais o ensino deixe de ser público. Lembro dos debates sobre essas iniciativas das empresas privadas junto às pesquisas dentro dos campus, o quanto isso poderia ser bom e quanto poderia ser ruim. Enfim, discutíamos de forma crítica todos esses aspectos, que em momento algum foi levantado pela entrevistada e pelos locutores.

São coisas que são passadas "goela abaixo" mesmo. E, às vezes, imperceptíveis até daqueles que tem um nível básico de informação. Lembro de um texto que trabalhei numa especialização que falava da diferença entre informação e formação. As pessoas que lêem jornal, revistas semanais, assistem telejornais não tem um nível de criticidade que uma pessoa que estuda determinados teóricos. Se debruçar em teoria, filosofia é algo que exige muito mais tempo e determinação do que ler um jornal. Entretanto, isso não quer dizer que os jornais não servem pra nada. E também não estou dizendo que todo mundo que fez uma faculdade é crítico. Vide este exemplo do rádio de hoje de manhã. Dois jornalistas (ou não) e uma Psicóloga ou Administradora falando.