Todos os anos, governos de todo o mundo se empenham em criar medidas para reduzir o consumo de tabaco e dificultar cada vez mais a vida das empresas que vendem o produto, aumentando impostos, proibindo propagandas, etc.
Enquanto é possível sempre se ver nos restaurantes, hotéis e estabelecimentos coletivos em capitais adesivos e lembretes reforçando a Lei Antifumo em locais fechados, Campos continua na contramão do respeito a lei e dos não fumantes. O restaurante Piccadilly, por exemplo, tem uma área de fumantes, o que é proibido por lei. Pior que a arrogância do dono em oficializar este tipo de coisa é a arrogância e falta de respeito dos fumantes em espalhar a fumaça.
Não levanto nenhuma bandeira moralista e acho que cada um faz o que quer de sua vida, o problema é quando perde-se o limite e começa-se a invadir a liberdade alheia de não querer curtir numa boa a fedida fumaça cancerígena.
Se todos os fumantes tivessem o bom senso de não incomodar o próximo (o que é raríssimo ou quase impossível), nem precisaríamos ter estas leis e poderíamos contar com a camaradagem da boa vizinhança sempre. Como isso não existe, deve-se ter leis que restrinjam o fumo em ambientes coletivos para preservar os não fumantes.
Assim como a Lei Seca tem chegado à Campos, espero que em muito breve sejam feitas fiscalizações mais rigorosas com direito a multas salgadas para os estabelecimentos que insistem em não cumprir a lei.
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Eu ajudei a espalhar bobagens sobre um problema sério no Rio
O título é do texto publicado no blog Fanatismo Indeciso e vale a pena ser lido. Publico parte aqui e link para continução lá....
"O título do blog é mentiroso: eu não ajudei a espalhar coisa alguma. Mas TEM MUITA GENTE NA BLOGOSFERA REPERCUTINDO O RISÍVEL TEXTO "EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO" (grifo meu), publicado aparentemente em um tal "Jornal de Brasília" pelo seu editor-chefe, chamado "Sylvio Guedes". Como tem sido praxe no tratamento da mídia a respeito das drogas ilícitas, muito discutidas atualmente após a chamada "reconquista de território" no Complexo do Alemão, o texto resvala no lugar-comum mais rasteiro".
Continua aqui.
"O título do blog é mentiroso: eu não ajudei a espalhar coisa alguma. Mas TEM MUITA GENTE NA BLOGOSFERA REPERCUTINDO O RISÍVEL TEXTO "EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO" (grifo meu), publicado aparentemente em um tal "Jornal de Brasília" pelo seu editor-chefe, chamado "Sylvio Guedes". Como tem sido praxe no tratamento da mídia a respeito das drogas ilícitas, muito discutidas atualmente após a chamada "reconquista de território" no Complexo do Alemão, o texto resvala no lugar-comum mais rasteiro".
Continua aqui.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Drogas

Essa semana assisti a uma palestra de uma enfermeira no Senac sobre drogas. Falar sobre drogas sempre foi um tema complicado e exige um certo bom senso e criticidade para a coisa. Na verdade, sou da opinião que se você tem algo interessante a falar fale, se não, cale a boca. Não tolero falas, perguntas ou palestras que não me acrescentem nada. Detesto repetição ou embromação. Na verdade, no caso dela, não foi embromação, mas falta de criticidade mesmo. Falar sobre drogas como forma de "endemonizar" a coisa é a maior besteira. Querer "conscientizar" também é outra coisa furada que professores e pedagogos adoram. Dizer que elas causam isso e aquilo e que você com certeza vai morrer usando-as é outra falcatrua. Sem contar aquele papo de que o álcool leva a todas as outras drogas mais pesadas. Só faltou dizer do tráfico que é sustentado pelos usuários de drogas (típico argumento de quem assiste religiosamente o Jornal Nacional) ou como no filme Tropa de Elite Capitão Nascimento vomita suas verdades.
Não seria mais interessante falar do uso das drogas com uma visão antropológica e política da coisa? Ou poética? Como as drogas influenciaram determinados artistas, músicos, escritores, poetas, etc? Como a mídia se esforça para passar uma visão demoníaca dos usuários de drogas? Ou poderíam abordar as smart drugs... Os rituais xamãnicos dos índios, a literatura de Carlos Castañeda e daí sim, talvez, trazer estudos novos sobre os efeitos adversos delas no organismo. Mas palestrinha com tudo catado de internet sobre como elas fazem mal é uma puta baboseira! Ao invés de encheção de linguiça, deixa a galera fumar o cigarrinho de artista na paz!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Rio Sem Fumo começa hoje!

Começa nesta quarta-feira a lei e campanha Rio Sem Fumo em todo o Estado do Rio de Janeiro. Se não fosse pela falta de educação e bom senso dos fumantes, talvez, a lei nem precisasse existir. Mas como tudo tem que virar lei para que seja respeitado e o povo assim educado, a lei será muito bem-vinda. Os não fumantes agradecem.
As campanhas anti-fumo já demonstram um número bem mais reduzido de "novos fumantes". Anos atrás era muito mais comum ver adolescentes fumando. Não que não existam mais, mas consideravelmente o número diminuiu. A modinha de fumar vai acabando aos poucos. Não que eu seja careta e tenha um discurso pró-saúde, mas o adolescente que começa a fumar para aparecer, mostrar que já "sabe fumar", ser o descolado, no fundo é a coisa mais paga pau que existe para a indústria do tabaco.
E mais paga pau ainda é depois de uns três a cinco anos perceber que não consegue mais parar de fumar, porque depende daquilo ou porque é uma válvula de escape da ansiedade. Entretando, o viés aqui nem é esse, mas ficar livre da fumaça que apodrece os ambientes. Espero que a lei seja cumprida e "pegue".
Mais informações:
"Acabou a contagem regressiva. A partir de agora é proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo no Estado do Rio. A Lei 5.517/09 entra em vigor para ajudar a conter os malefícios do fumo passivo, a terceira causa de morte evitável do mundo, atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.
A fiscalização começa nesta quarta-feira, dia 18 de novembro, e vai ser feita por agentes dos órgãos de vigilância sanitária estadual e municipais. A população também vai poder ajudar o Rio a respirar melhor.
Quem presenciar o descumprimento da lei poderá alertar as autoridades pelo Disque Rio Sem Fumo (0800 0220022), ou ainda pelo site www.riosemfumo.rj.gov.br , onde haverá um formulário de denúncias e opções para envios de vídeos e fotos.
Saiba onde pode ou não fumar no Estado do Rio:
Boates, Bares, lanchonetes e restaurantes - Não é permitido fumar no interior desses estabelecimentos. Nenhum tipo de fumódromo ou área reservada para fumantes está autorizado. O cigarro será permitido somente em mesas na calçada, desde que a área seja aberta e haja algum tipo de barreira, como janelas fechadas e parede, que impeçam a fumaça de entrar no estabelecimento. No caso de toldo sobre as mesas, permite-se o fumo se as laterais e a frente do mesmo estiverem livres para circulação do ar.
Transportes - Não é permitido fumar em táxis, ônibus, metrôs, trens e barcas.
Ambiente de trabalho - Não é permitido fumar no interior desses lugares. Nenhum tipo de fumódromo está autorizado.
Hotéis, motéis e pousadas - Não é permitido fumar nas áreas fechadas de uso comum desses estabelecimentos, como saguões de entrada, corredores e restaurantes. A lei não proíbe fumar no interior dos quartos.
Escolas e universidades - Não é permitido fumar nas áreas fechadas de uso comum dessas instituições, como salas de aula, corredores e refeitórios. O fumo está liberado somente nas áreas ao livre de universidades.
Shoppings - Não é permitido fumar no interior desses lugares. Nenhum tipo de fumódromo está autorizado. Nas áreas ao ar livre, como estacionamentos sem cobertura, fumar é permitido.
Praças e parques - O fumo está liberado nas áreas ao ar livre de parques e praças.
Praias - o fumo é permitido na areia e em quiosques abertos."
Fonte: http://www.riosemfumo.rj.gov.br/site/conteudo/noticia.asp?EditeCodigoDaPagina=30
domingo, 5 de abril de 2009
Usuários, engajamento e mídia
Interessante a matéria sobre o consumo de drogas na região e a opinião do delegado da Polícia Federal sobre o assunto, na edição de hoje (05/04/2009) do jornal O Diário. Nem sempre esta é a opinião ventilada nos meios de comunicação ultimamente e enfiada "goela abaixo" para a população, que muitas vezes repete asneiras sem pensar no que diz.
Quando o assunto é tráfico de drogas, todos tem a mesma opinião que o responsável é o usuário que mantém todo o esquema, e esquece-se de tudo mais envolvido nesse sistema. Esquece-se as questões sociais, psicológicas, culturais, políticas e econômicas e reduz-se tudo a "sem vergonhice" do usuário. Aliás, tudo ultimamente exime a responsabilidade do Estado. Nós que pagamos pela nossa educação, saúde, pelos pedágios nas rodovias e a culpa da violência que cresce dia após dia em Campos é dos usuários de drogas.
Acho importante os meios de comunicação, e por que não, agora, os blogs (que já disputam em pé de igualdade com os jornais da cidade), "abrirem o microfone" para outras opiniões.
Valorizo muito a opinião de pessoas capacitadas, com estudo em áreas específicas, para explicar um pouco o que acontece. Evidentemente nem sempre é isso o que acontece. Tanto pela falta, aí também no sentido de omissão, dos profissionais e intelectuais no assunto, quanto pela falta de espaço e interesse em abrir o debate em determinados meios de comunicação, afinal vivemos num regime mercadológico, onde pesa-se "o que vende mais".
Li agora pouco uma entrevista com o Professor Deneval Siqueira de Azevedo Filho (aqui e aqui), na Folha da Manhã, falando sobre cultura e a relação desta com a política atual do município. Acho importante esse debate, principalmente com pessoas envolvidas no assunto e que trabalham na área. Independente da posição política dele, que confesso desconhecer.
Na verdade, acho importantíssimo a participação da universidade e de pesquisadores, em questões sobre política, cultura, saúde, economia, etc. Afinal, estes pesquisadores possuem bolsas de estudo do governo e deveriam se engajar muito mais ativamente nesse sentido. Rebater opiniões engessadas, que são massificadas todos os dias na mídia nem sempre é fácil, e muitas vezes o louco acaba sendo você, que discorda da maioria.
Quando o assunto é tráfico de drogas, todos tem a mesma opinião que o responsável é o usuário que mantém todo o esquema, e esquece-se de tudo mais envolvido nesse sistema. Esquece-se as questões sociais, psicológicas, culturais, políticas e econômicas e reduz-se tudo a "sem vergonhice" do usuário. Aliás, tudo ultimamente exime a responsabilidade do Estado. Nós que pagamos pela nossa educação, saúde, pelos pedágios nas rodovias e a culpa da violência que cresce dia após dia em Campos é dos usuários de drogas.
Acho importante os meios de comunicação, e por que não, agora, os blogs (que já disputam em pé de igualdade com os jornais da cidade), "abrirem o microfone" para outras opiniões.
Valorizo muito a opinião de pessoas capacitadas, com estudo em áreas específicas, para explicar um pouco o que acontece. Evidentemente nem sempre é isso o que acontece. Tanto pela falta, aí também no sentido de omissão, dos profissionais e intelectuais no assunto, quanto pela falta de espaço e interesse em abrir o debate em determinados meios de comunicação, afinal vivemos num regime mercadológico, onde pesa-se "o que vende mais".
Li agora pouco uma entrevista com o Professor Deneval Siqueira de Azevedo Filho (aqui e aqui), na Folha da Manhã, falando sobre cultura e a relação desta com a política atual do município. Acho importante esse debate, principalmente com pessoas envolvidas no assunto e que trabalham na área. Independente da posição política dele, que confesso desconhecer.
Na verdade, acho importantíssimo a participação da universidade e de pesquisadores, em questões sobre política, cultura, saúde, economia, etc. Afinal, estes pesquisadores possuem bolsas de estudo do governo e deveriam se engajar muito mais ativamente nesse sentido. Rebater opiniões engessadas, que são massificadas todos os dias na mídia nem sempre é fácil, e muitas vezes o louco acaba sendo você, que discorda da maioria.
Assinar:
Postagens (Atom)