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terça-feira, 14 de junho de 2011

Filme Bob Dylan


Segue sugestão de um filme que estou baixando sobre a vida de Bob Dylan: Não Estou Lá (I'm not there, 2007).

SINOPSE:

"Bob Dylan (Christian Bale / Cate Blanchett / Heath Ledger / Marcus Carl Franklin / Richard Gere / Ben Whishaw), ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração. Sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60. Musicalmente, fisicamente, psicologicamente, as alterações do seu personagem público dialogaram com acontecimentos sociais e ocasionaram múltiplas repercussões culturais. De jovem menestrel a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contracultura a cristão renascido, de caubói solitário a popstar."

Vale a leitura da resenha também do site Omelete.

Para baixar via torrent e com legenda: aqui.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Woostock no Brasil

Não sei porque eles insistem nesse nome. Não seria mais justo trocar o nome e assumir que este evento não terá nada, mas absolutamente nada a ver com o de 1969?
Festival de Woodstock chega em outubro ao Brasil

Marco Tomazzoni, iG São Paulo

Woodstock agora é no Brasil. Está confirmada para outubro uma edição brasileira do célebre festival de rock norte-americano, que completou 40 anos em 2009. Serão três dias com a bandeira "paz e amor", como na festa original. A assessoria de imprensa do evento havia informado, a princípio, que o evento seria realizado na cidade de Itu, a cerca de 100km de São Paulo, mas voltou atrás e disse que o local é apenas um candidato.

A organização, conforme o colunista Guilherme Barros adiantou em dezembro, está a cargo do empresário Eduardo Fischer, do grupo Total, e Groove Concept, empresa responsável pelo festival Maquinária. O Maquinária, aliás, deve ser o braço do Woodstock Brasil no resto da América do Sul – é certa uma versão do evento na Argentina e outra no Chile está sendo negociada.

De acordo com a assessoria de imprensa do festival, até o momento não foram anunciadas datas e atrações oficiais, esperadas para maio. Cogita-se, no entanto, que o Woodstock Brasil aconteça nos dias 7, 8 e 9 de outubro e, entre os convidados, estariam as bandas Green Day e Linkin Park.

Realizado em agosto de 1969 no estado de Nova York, o Festival de Woodstock representou o auge do movimento hippie e da contracultura. Tocaram para uma multidão de 500 mil pessoas nomes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who e Creedence Clearwater Revival, entre vários outros. O evento foi repetido depois em 1979, 1989, 1994 e 1999, sempre em caráter comemorativo. Esta será a primeira vez que o festival acontece fora dos Estados Unidos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Woodstock Brasileiro


Procurando a gente acha. O orkut ainda é uma boa ferramenta para travar discussões, aprender coisas novas, debater, discordar, seguir links, fazer amigos. É na verdade uma grande rede em que as pessoas podem participar de comunidades/fóruns de acordo com o interesse de cada um.

Lógico que nem todo mundo que entra em comunidades participa das mesmas. Às vezes serve apenas para "dizer" que temos interesse em tal assunto. Alguns preferem os velhos "groups" da internet por ser mais simples, mais "textual" e sem firulas. As comunidades do orkut são, de fato, uma versão mais pop dos "groups", mas nem por isso inferiores. Uma boa comunidade se faz com moderadores e membros inteligentes e ativos.

Fazia tempo que não entrava na comunidade "Contracultura" do orkut. É uma das poucas comunidades que vale apena dar uma olhada pelos tópicos. Hoje, buscando alguma novidade para este blog achei essa pérola da contracultura brasileira que nunca tinha ouvido falar: O Festival de Águas Claras, que inclusive está virando documentário.



O Festival teve 4 versões: 1975, 1981, 1983 e 1984. Imagina um festival de 3 dias numa fazenda no interior de São Paulo, com músicos e bandas como Moraes Moreira, Mutantes, Walter Franco, Jorge Mautner, Gilberto Gil, Hermeto Pascoal, dentre outros e Raul Seixas?


Pelos nomes de peso deu pra ter uma ideia da coisa. Na época o Festival foi divulgado pela mídia como uma "grande Quermese". Confiram mais fotos no blog do Festival e o vídeo abaixo.



Não conheço nenhum outro festival pós década de 90 que tenha chegado aos pés disso aí. Um festival desse porte não é só música. É contracultura. É um somatório de atitude, ideias, música, arte e política. Coisa que anda faltando por aí. Rock in Rio III, por exemplo, não teve mais nada disso. E por aí vai. Em Campos, alguns anos atrás, tivemos algo grande e que acabou: O Festival de Blues. Principalmente aquele que aconteceu em Lagoa de Cima. O SESC promove sempre algumas bandas de blues para dar uma energia às cabeças pensantes da região, mas nada perto de um evento como eram os Festivais de Blues superfaturados de antigamente. Aqui perto, na Região dos Lagos, todo ano acontece o Festival Rock Humanitário, que é um evento independente e trás bandas de todo cenário nacional. A única diferença é que é um evento de música pesada. Talvez seja mesmo hora dos blogs tomarem a frente de algumas festinhas ou shows para movimentarmos algo mesmo por aqui.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Drogas


Essa semana assisti a uma palestra de uma enfermeira no Senac sobre drogas. Falar sobre drogas sempre foi um tema complicado e exige um certo bom senso e criticidade para a coisa. Na verdade, sou da opinião que se você tem algo interessante a falar fale, se não, cale a boca. Não tolero falas, perguntas ou palestras que não me acrescentem nada. Detesto repetição ou embromação. Na verdade, no caso dela, não foi embromação, mas falta de criticidade mesmo. Falar sobre drogas como forma de "endemonizar" a coisa é a maior besteira. Querer "conscientizar" também é outra coisa furada que professores e pedagogos adoram. Dizer que elas causam isso e aquilo e que você com certeza vai morrer usando-as é outra falcatrua. Sem contar aquele papo de que o álcool leva a todas as outras drogas mais pesadas. Só faltou dizer do tráfico que é sustentado pelos usuários de drogas (típico argumento de quem assiste religiosamente o Jornal Nacional) ou como no filme Tropa de Elite Capitão Nascimento vomita suas verdades.

Não seria mais interessante falar do uso das drogas com uma visão antropológica e política da coisa? Ou poética? Como as drogas influenciaram determinados artistas, músicos, escritores, poetas, etc? Como a mídia se esforça para passar uma visão demoníaca dos usuários de drogas? Ou poderíam abordar as smart drugs... Os rituais xamãnicos dos índios, a literatura de Carlos Castañeda e daí sim, talvez, trazer estudos novos sobre os efeitos adversos delas no organismo. Mas palestrinha com tudo catado de internet sobre como elas fazem mal é uma puta baboseira! Ao invés de encheção de linguiça, deixa a galera fumar o cigarrinho de artista na paz!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Black Sabbath e Woodstock


Direto do orkut de Reubes: Tributo ao Black Sabbath (fase Dio) dia 28 de outubro (quarta-feira) às 19h, no SESC. Apesar de ser um dia ingrato e na hora ingrata, tenho que ver isso.

E mais um tributo vindo ai... Tributo ao Woodstock: 30 de Outubro às 19h no Palácio da Cultura.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Raoul Duke


Há alguns anos atrás, quase uma década, eu acompanhava a publicação semanal de um zine chamado COL, o Cardoso Online, ou Cardosão para os mais chegados. Não existia blog naquela época. E tudo chegava duas vezes na semana, na caixa de e-mail, uma penca de textos em formato Bloco de Notas por alguns estudantes de jornalismo do sul. Dentre eles o Daniel Galera, Clarah Averbuck e Daniel Pellizzari, hoje bem conhecidos no universo da literatura contemporânea. Depois de extinto o COL, eles zarparam para um site ou portal chamado Irmandade Raoul Duke, onde cada um tinha um blog e atualizavam aquilo loucamente. Era difícil imaginar como faziam. Postavam de manhã, de tarde, de noite e de madrugada. Dizíamos que eles escreviam mais rápido do que podíamos ler. A questão é que nunca tinha me atentado para o tal nome "Raoul Duke". Semana passada, assistindo a série Californication, que conta a história de um escritor (David Duchovny, o Agent Mulder de The X-Files) em crise, tentando retomar seu relacionamento com sua ex-esposa em meio a bebedeiras, festas, mulheres e drogas, num dos episódios ele faz uma "piada" comentando algo (não lembro mais exatamente) e menciona "Raoul Duke" e "Dr. Gonzo" e na hora tive o estalo com o site do Cardosão de anos atrás. A expressão Gonzo jornalismo já me era familiar, mas a ligação com o jornalista e escritor Hunter S. Thompson não. Inclusive tem um filme em que Johnny Depp interpreta o personagem Raoul Duke em Medo e Delírio em Las Vegas, o mesmo título de seu livro mais conhecido. Nunca li Hunter Thompson, mas é uma das leituras que está anotada na minha lista de livros.


Infelizmente o site cardosonline parece estar fora do ar. Encontrei este link que conta melhor um pouco da história contada acima: aqui.

Sobre a IRD (Irmandade Raoul Duke): aqui.

domingo, 5 de abril de 2009

Catalogando agora os jornais...

Catalogando agora, nesse domingo de sol, recortes de jornais de 1995-1998 (Dossiê do fechamento do Circo Voador, Prisão do Planet Hemp, Último show do Sepultura com Max Cavalera ainda nos vocais, Hollywood Rock 96, 30 anos de Maio de 68, etc.).

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Os Vagabundos Iluminados

Aí vai uma resenha do site das Americanas. A seguir seguem meus comentários:

Considerado por muitos especialistas e fãs da literatura beat como o melhor romance de Jack "On the road" Kerouac, Os vagabundos iluminados (The dharma bums) conta a história de uma busca pela verdade e pela iluminação. O protagonista, Ray Smith, é um aspirante a escritor de San Francisco que anseia por algo mais na vida. Esse algo mais será apresentado a ele por Japhy Rider - um jovem zen-budista adepto do montanhismo que vive com um mínimo de dinheiro, alheio à sociedade de consumo norte-americana. Em meio a festas, bebedeiras, garotas, jam sessions, saraus poéticos, orgias zen-budistas e viagens, Os vagabundos iluminados - lançado nos Estados Unidos em 1958, apenas um ano após o estouro de On the road, e somente agora publicado no Brasil é, sem dúvida alguma, uma obra à altura da sua irmã mais famosa.

Ainda não terminei de ler o livro, pois estou lendo mais uns três (eu acho). Mas esse livro é bem ao estilo do On The Road, o clássico de Kerouac e da literatura beat, como diz a resenha. Mas o que mais marca pra mim, é o que o livro pode me apresentar e dar alguns pontos nos "i"s de minha última experiência, que levei um certo tempo para entender.



Em Julho último, fiz uma escalada até o Pico da Bandeira - 3º maior pico do Brasil com 2.891 metros de altitude! Pois é, uma escalada foderosa. Achei que o coração iria parar, que ia morrer de frio, que não aguentaria subir nem mais um metro nos primeiros 50 m de subida. Realmente algo assustador, apavorante. E as figuras que nos guiaram estavam subindo aquilo pela 11º vez. Ninguém via sentido algum naquilo. Um esforço sobre-humano. O visual lá em cima e durante todo o caminho, óbvio, é super legal; Tem riachos e pequenas cachoeiras pelo caminho. Durante o dia faz muito calor e à noite muito frio. Pegamos umas sensação térmica no topo de 2 a 6 graus negativos.

A aventura em si daria para escrever um livro, assim como fez Jack Kerouac ao narrar sua subida ao Pico Matterhorn, na Califórnia. A subida dele levou dias, a nossa umas 16 horas... mas o tempo todo ele coloca o desafio da escalada como essa busca pela iluminação. Se refere às montanhas como Budas gigantes que estão sentados ali, meditando. Num lugar onde não tem ninguém, apenas o vento sopra e faz frio, muito frio. É exatamente o que se passa lá em cima do Pico da Bandeira, exceto pelo fato de uma legião de "malditos peregrinos" subindo junto com você. Mas o objetivo de chegar ao topo, vencer os desafios, olhar toda aquela paisagem em volta e ser um "conquistador de montanhas", assim como o personagem Ray, é o que talvez mova muita gente a repetir essa experiência.