sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lobão - O Eleito



Ele é esperto e persistente
Acha que nasceu pra ser respeitado
Ele é incerto e reticente
Acha que nasceu pra ser venerado
O palácio é o refúgio mais que perfeito
Para os seus desejos mais que secretos
Lá ele se imagina o eleito
Sem nenhuma eleição por perto
Ele é o esperto, ele é o perfeito
Ele é o que dá certo, ele se acha o eleito
Seus ternos são bem cortados
Seus versos são mal escritos
Seus gestos são mal estudados
A sua pose é militarista
Ele se acha o intocável
Senhor de todas as cadeiras
Derruba tudo pra ficar estável
Ele não está aí para brincadeira
E o tempo passa quase parado
E eu aqui sem a menor paciência
Contando as horas como se fossem trocados
Como se fossem contas de uma penitência
E tudo parece estar errado
Mas nesse caso o erro deu certo
Foi o que ele disse a o pé do rádio
Com a honestidade pelo avesso

Até quando esperar? Vote nulo!



Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição

Raul Vota Nulo!



O Profeta e Mestre Raul dando seu recado!

Vote em Ninguém!



O descrédito com a política nacional, a união em torno de uma ideologia “anarquista” e até mesmo a desinformação quanto a possibilidade de anular o pleito fazem com que muitos eleitores, ao longo dos anos, se articulem para defender o voto “em ninguém”. Em 2010, os adeptos da prática aproveitam para levantar a bandeira da anulação do voto nas redes sociais. No entanto, segundo a Legislação Eleitoral Brasileira, os votos nulos e brancos não são contabilizados no resultado final de uma eleição e os candidatos são eleitos apenas com base nos votos válidos. Neste contexto, as mobilizações possuem mais caráter de escracho do que de protesto. Sr. Nulo, 39, é um dos adeptos do voto em ninguém. Paulista de São Bernardo do Campo, ele não revela a verdadeira identidade, mas é, desde 2006, dono da segunda maior comunidade do Orkut a favor da anulação do voto, a “Voto Nulo - Revolução Silenciosa” — que reúne mais de 7.800 participantes. Também mantém um blog homônimo à comunidade e criou, há pouco mais de um mês, o Twibbon — espécie de selo para a foto do perfil do Twitter, — “Vote Nulo”, já usado por 285 pessoas. Para o internauta, que anula o voto desde 2004, o cúmulo da decepção com a política foi com o escândalo do mensalão, em 2005, quando até mandou uma carta ao presidente Lula pedindo explicações. “O que me motiva a votar nulo é a impunidade e o descaso que a classe política tem com as nossas necessidades básicas. Creio que a mobilização popular na internet pode assumir proporções inimagináveis”, defende. Outro adepto da campanha pró-voto nulo é Rodrigo Fernandes, do site Jacaré Banguela. Ele lançou, na segunda semana de agosto, um vídeo de campanha para o fictício candidato Abelardo Ninguém. No vídeo, “Ninguém” cumprimenta moradores de rua e é apoiado pela população, que mostra com os dedos o número de candidato, 3003. O jingle do “candidato”, em ritmo de samba, apresenta o personagem com versos irônicos como: “Ninguém se importa com os seus problemas / Ninguém ajuda os desempregados” e “ Ninguém se importa com você / Ninguém quer seu voto / Ninguém faz por merecer!”. Veja o vídeo “Vote em Ninguém”: Opinião pública - O especialista em marketing digital da Magoweb, Sílvio Tanabe, acredita no poder das mobilizações digitais, mas pondera que a internet ainda não é forte a ponto de influenciar a opinião pública no Brasil. “Para se ter ideia, uma pesquisa recente realizada pela ComScore revelou que, enquanto 9% dos americanos acessam sites políticos, no Brasil esse número se restringe a 2%. Atualmente, o uso da internet é forte o suficiente para mobilizar grupos de interesse e comunidades, por meio de causas específicas”, analisa. Sílvio Tanabe, no entanto, vê na internet a possibilidade de muita gente, principalmente os mais jovens, se envolver com política. “Temos de lembrar, contudo, que a internet é um meio e, por si só, não é capaz de mobilizar o interesse pela política. Quem deve fazer isso é a própria classe política, fazendo uso correto da internet para incentivar a participação dos jovens”, analisa.

Fonte: http://7cordas.musicblog.com.br/312118/Internautas-fazem-campanha-pelo-voto-nulo-para-protestar-nas-eleicoes/

Voto Nulo (de novo!)



O bom, o velho e sujo Ratos de Porão dando o seu recado.

Voto Nulo por Raul Seixas



Raul é Raul....

Voto Nulo



No melhor estilo dos Garotos Podres: "Aqui vai um recadinho a todos os políticos burgueses que mendigam o nosso voto"...

Campanha Voto Nulo com Gabriel o Pensador



Esse vídeo deveria ser obrigatório entre a campanha de um partido e outro.

Voto Nulo


No dia 03 de setembro você vai brincar de democracia ou vai dizer a todos que você não aceita mais a palhaçada em que vivemos? Corrupção, desemprego, abandono da saúde, sucateamento de hospitais, escolas e universidade, miséria, fome e muitos males que fazem parte da vida real de todo nosso Brasil - diferente do que é mostrado agora nas campanhas eleitorais, é mantido e sustentado pelos parasitas que estão no poder e pelo papel de palhaço que a grande maioria dos brasileiros fazem em todas as eleições.


Votar no "menos pior" não é a solução. Votar no "menos pior" é legitimar esse sistema eleitoral em que vivemos. Dia 03 de setembro dêem um basta tem tudo isso e anule seu voto!


Em campanha pelo voto consciente e inteligente, faço esta humilde campanha pelo voto nulo aqui no blog com músicas sobre este tema. Salve a música de protesto.

domingo, 26 de setembro de 2010

V Rock Humanitário

Já saiu a programação e a data do V Festival de Rock Humanitário:

Data: 11 de dezembro de 2010 (sábado) em Cabo Frio-RJ.

Bandas:

ENIGMATAH - GOTHIC
L.O.K.O - NEW METAL
PRIMICIA - ROCK
CONFRONTO - METALCORE
PRESTO ? - HARDCORE
AGROTÓXICO - PUNK/HARDCORE
CARRO BOMBA - ROCK
ZUMBIS DO ESPAÇO - PUNK/ROCKABILLY
VIOLATOR - THRASH
RATOS DE PORÃO - CROSSOVER/PUNK/THRASH
METALMORPHOSE - HEAVY METAL
ROCK ROCKET - ROCK/PUNK ROCK
TORTURE SQUAD - DEATH/THRASH

Postos de Vendas:
Ponto Musical - C. Frio
Clone - C. Frio
Drika Tour - Caxias
Xileno Tatoo - Arraial do Cabo
Araraprint - Araruama
Adega da Ponte - Saquarema
Dark Lands - Rio (Tijuca)
Loja Dark - Rua da conceição-nº101 sobreloja 47 - Niterói
Rafisk Tatoo - Rua Rego Barros,141, Loja 25 -Centro -Rio das Ostras -RJ
Shopping Village

Dio



Nós somos um navio sem uma tempestade
O frio sem o calor
A luz dentro da escuridão que ela precisa

Ronnie James Dio
(1942-2010)

sábado, 25 de setembro de 2010

9º Festival Rockachu

Seguem fotos do Festival de Rock de Cachoeiro de Itapemirim-ES que teve como principal atração Paul Di'anno (primeiro vocalista do Iron Maiden). Abaixo fotos da banda de Death Metal de Belo Horizonte Obsessive Hate, Scelerata (Heavy Metal) do Rio Grande do Sul e Paul Di'anno.

Obsessive Hate

Obsessive Hate
Scelerata

Scelerata

Paul Di'anno

Paul Di'anno

Paul Di'anno

Piccolo's Rock Fecha as Portas

Pelo visto a coisa é séria mesmo, o Piccolo's Rock, mais nova casa de Rock da cidade, fechou as portas. Não durou nem dois meses. Não sei informar os motivos, apenas as referências que estão na comunidade do Orkut da Campos Rock. A comunidade da casa também desapareceu do orkut sem deixar rastros. Nota-se um certo desdém ou tom de picuinha entre os comentários dos participantes da Campos Rock. Percebe-se que uma das maiores críticas que eram feitas a casa eram os preços salgados. Enfim, perde-se mais um espaço. Se alguém souber de algo relevante e queira compartilhar nos informe.

Eu Sou Ozzy


Este é o livro que estou lendo. Ozzy Osbourne, ícone do heavy metal, figura lendária que fez parte da maior banda de heavy metal de todos os tempos e que foi trilha sonora de muitos anos de minha adolescência. O livro relata histórias da vida de Ozzy desde sua infância até os anos do Black Sabbath (pelo menos é até onde estou lendo, mas ainda falta muito para terminar). As dificuldades na escola, a dislexia, os roubos, anos na prisão, drogas e a formação do Black Sabbath na perspectiva de Ozzy fazem do livro uma leitura leve e muitas vezes hilária.

Na adolescência Ozzy Osbourne era minha referência no Rock'n Roll. Colecionava revistas, posteres, camisas, recortes de jornal ou qualquer referência que tinha com o Madman. Andava inclusive com uma cruz pendurada no pescoço como Tony Iommy e Ozzy e os outros membros do Sabbath. Óbvio, que a cruz do Black Sabbath, de metal, que foi feita pelo pai de Ozzy para ele e os outros membros do Sabbath. A minha era de durepox mesmo.

Pasta em que colecionava recortes e xerox da carreira de Ozzy.

Como alguém "entendido" da carreira de Ozzy, o livro conta uma série de coisas e histórias que não sabia de sua vida e carreira. Ao mesmo tempo me faz questionar a veracidade dos dados visto o alto grau de lesabilidade do cérebro de Ozzy já de alguns anos atrás.

Black Sabbath: formação clássica.

Os relatos do livro mostram um Ozzy do tipo meio idiota. Não sei exatamente se existe uma palavra melhor para descrever a impressão que estou tendo deste período Black Sabbath de sua vida. Mas idiota no sentido de atrapalhado ou trapalhão. Desde suas divergências na escola, ou quando roubava ou quando arrumava brigas nos bares ou quando conhecia alguma garota. Alguns dos relatos são muito engraçados.

O livro torna-se na verdade um documento histório, especialmente da realidade da época, dos primeiros contatos com Tony Iommy, Geezer Butler e Bill Ward ainda adolescentes. Não faltam referências aos outros músicos e bandas da época como Jethro Tull e Led Zeppelin. Simplesmente indescritível. O livro de fato deveria se tornar filme. Deveria inclusive sair um livro contando a versão dos outros membros do Sabbath da formação da banda.

A descrição da gravação do primeiro álbum, as composições e ensaios da banda fazem realmente nos transportarmos e pensar como devia ter sido aquela época e o que se passava na cabeça dos jovens músicos para criar um som pesado, original e que pra sempre iria ser chamado de Heavy Metal. Definitivamente, vale a leitura.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dificuldades

Saudações contraculturais. Ainda (s)em tempo, passo para avisar que anda difícil postar. Mesmo com os novos recursos de postagem por e-mail ou celular. Tentei fazer diversas postagens durante o Festival Rockachu, em Cachoeiro de Itapemirim-ES e o celular emitia sempre uma mensagem de erro.

Estou devendo ainda algumas notas sobre o show do Paul Di'Anno e tentarei fazer em breve.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Porto do Açu no Google Earth

O Google Earth disponibilizou há umas duas semanas imagens do Porto do Açu. As imagens da cidade de Campos também foram atualizadas. É possível ver as novas pontes e a Praça São Salvador atualizadas. A atualização das imagens são de 23 de abril de 2010. Se não me engano, as imagens anteriormente eram de 2004. Curiosidade: para quem utiliza o Recurso 3D é possível ver o prédio do lado do Banco do Brasil em cima da Praça São Salvador.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Festival de Teatro: 12 anos Trianon

Não registrei aqui quaisquer comentários sobre a programação das comemorações dos 12 anos do Teatro Trianon. Pude prestigiar algumas delas e constatar sempre o teatro lotado nos dias em que fui: Juca Chaves, Chico Anysio, Paulo Betti, Simone Spoladore. Os preços estavam bem acessíveis e a variedade de peças não pesou tanto para a comédia, que é sempre o gênero preferível das peças cotadas para se apresentarem aqui.
 
A melhor de todas foi a da Simone Spoladore, o monólogo Louise Valentina. Uma peça belíssima sobre a personagem de Guido Crepax, Valentina e a atriz Louise Brooks. A peça conseguiu retratar de forma poética a atmosfera dos quadrinhos de Guido Crepax com jogos de luzes, sombras, música e jogos de imagens. A atriz conseguiu transmitir toda sensualidade da arte erótica do quadrinista italiano.
 
Louise Valentina: Sucesso primeiramente na Itália, Valentina conquistou o mundo formando uma legião de fãs e é cultuada até os dias de hoje e tida como best-seller na Itália e Europa. Bissexualidade, êxtase auto-erótico, sadomasoquismo e devaneios oníricos povoados de referências à Art Nouveau.
A obra de Crepax influenciou grandes nomes dos quadrinhos adultos, como Manara e Serpieri. Valentina estreou discretamente, como coadjuvante em uma série de ficção nas páginas da Linus - revista que inventou o gênero de "quadrinhos adultos". O herói era Neutron, um detetive que usava seu poder paralisante para combater o crime.
 
Em todas as peças apresentadas, ao final de cada apresentação, a presidente da fundação, Auxiliadora Freitas, fazia uma babação de ovo do artista e da prefeitura de Campos, especialmente da Ex-Prefeita Rosinha, que mesmo afastada ainda era chamada de Prefeita. Além de entregar flores aos artistas homenageados (isso quando a peça tinha mais de 3 atores e era entregue apenas ao artista "global", flores e placa, deixando os demais a ver navios), ela falava sem parar, com aquela resgação de seda de "eterna governadora" à outras coisas mais.
 
Campos ainda vive e viverá por muitos anos esse ranço de cidade pequena em que tudo tem que se falar da Prefeitura ou do Político local que fez ou ajudou. Será que não dá para apenas ir ao teatro e deixar a peça terminar de forma natural, deixando apenas ao artista o poder da palavra? Campos é uma cidade que gosta de parecer moderna, mas respira os ares daquelas cidadezinhas com Coronéis narradas nos livros de literatura. Se aproveitar de um auditório lotado como o do Trianon para usar deste palco e fazer política-eleitoral é demonstrar a pequenês da cabeça das pessoas que estão à frente destes órgãos públicos, sem considerar a falta de educação aos que pagaram apenas para ir ao teatro se entreter com um pouco de cultura que, às vezes, nos chega por estas bandas.
 
Campos deve crescer muito nos próximos anos. Vemos aos poucos a cidade se modificar, principalmente com novos empreendimentos imobiliários, gastronômicos e de consumo. A tendência é que cada vez menos os outros saibam onde estamos e as chances de numa cidade com mais diversidade acontecer discursos políticos de grupelhos locais deve ser cada vez menor. Existirá ainda aquela TV local nos moldes como é feita? A MultTV já demonstra considerável avanço em como fazer programas interessantes na cidade, explorando ideias e assuntos do cotidiano.
 
Quanto ao Teatro, espera-se muito mais do Trianon. Além de peças com atores consagrados no Zorra Total e A Praça é Nossa, devería-se incentivar peças de outros gêneros, diferentes das comédias que sempre chegam à cidade. Adoro comédias, mas a diversidade ajuda a elevar o nível cultural de nossa cidade, mesmo sendo restrito à classe média. E abaixo à cafonice das homenagens à ex-prefeitos e prefeitos. Teatro é para Arte e não para os grupos político-eleitoreiros.
 
Próxima peça no Trianon: "Maria do Caritó" com Lília Cabral - 3, 4 e 5 de Setembro, 2010.
ps: texto enviado por e-mail.