sábado, 25 de setembro de 2010

Eu Sou Ozzy


Este é o livro que estou lendo. Ozzy Osbourne, ícone do heavy metal, figura lendária que fez parte da maior banda de heavy metal de todos os tempos e que foi trilha sonora de muitos anos de minha adolescência. O livro relata histórias da vida de Ozzy desde sua infância até os anos do Black Sabbath (pelo menos é até onde estou lendo, mas ainda falta muito para terminar). As dificuldades na escola, a dislexia, os roubos, anos na prisão, drogas e a formação do Black Sabbath na perspectiva de Ozzy fazem do livro uma leitura leve e muitas vezes hilária.

Na adolescência Ozzy Osbourne era minha referência no Rock'n Roll. Colecionava revistas, posteres, camisas, recortes de jornal ou qualquer referência que tinha com o Madman. Andava inclusive com uma cruz pendurada no pescoço como Tony Iommy e Ozzy e os outros membros do Sabbath. Óbvio, que a cruz do Black Sabbath, de metal, que foi feita pelo pai de Ozzy para ele e os outros membros do Sabbath. A minha era de durepox mesmo.

Pasta em que colecionava recortes e xerox da carreira de Ozzy.

Como alguém "entendido" da carreira de Ozzy, o livro conta uma série de coisas e histórias que não sabia de sua vida e carreira. Ao mesmo tempo me faz questionar a veracidade dos dados visto o alto grau de lesabilidade do cérebro de Ozzy já de alguns anos atrás.

Black Sabbath: formação clássica.

Os relatos do livro mostram um Ozzy do tipo meio idiota. Não sei exatamente se existe uma palavra melhor para descrever a impressão que estou tendo deste período Black Sabbath de sua vida. Mas idiota no sentido de atrapalhado ou trapalhão. Desde suas divergências na escola, ou quando roubava ou quando arrumava brigas nos bares ou quando conhecia alguma garota. Alguns dos relatos são muito engraçados.

O livro torna-se na verdade um documento histório, especialmente da realidade da época, dos primeiros contatos com Tony Iommy, Geezer Butler e Bill Ward ainda adolescentes. Não faltam referências aos outros músicos e bandas da época como Jethro Tull e Led Zeppelin. Simplesmente indescritível. O livro de fato deveria se tornar filme. Deveria inclusive sair um livro contando a versão dos outros membros do Sabbath da formação da banda.

A descrição da gravação do primeiro álbum, as composições e ensaios da banda fazem realmente nos transportarmos e pensar como devia ter sido aquela época e o que se passava na cabeça dos jovens músicos para criar um som pesado, original e que pra sempre iria ser chamado de Heavy Metal. Definitivamente, vale a leitura.

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