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Bienal do Livro de Campos se encerrou no último domingo, depois de 10 dias ininterruptos de cultura, música, poesia e literatura em plena Praça São Salvador, no centro de Campos. A frase de encerramento do Secretário de Cultura, Avelino Ferreira, resume bem os 10 dias quando diz que quem fizer a próxima Bienal terá muito trabalho para manter o mesmo nível desta. De fato não há o que discordar. A Bienal do Livro do governo anterior foi uma grande bagunça e show de desorganização.
Heloisa Seixas e Ruy Castro
A curadoria da Bienal ficou por conta de
Suzana Vargas, que foi curadora de Bienais no Rio de Janeiro e São Paulo. Pelo time de escritores que passou por aqui, esta não ficou devendo em nada para as grandes Bienais que acontecem nas capitais. Pra quem gosta de ler é extremamente agradável ter acesso a este tipo de evento em sua cidade sem precisar se deslocar para grandes centros.
Nelson Motta e Ruy Castro
Não fui a todos os dias, mas fiz de tudo para comparecer a maioria, mesmo quando estava chovendo. Queria ter assistido ao primeiro dia, mas não estava em Campos. Sábado cheguei mais cedo para conseguir lugar no
Café Literário e assistir ao bate-papo com
Ruy Castro e
Heloisa Seixas sobre
A Paixão por Livros. Tirando o calor que fazia naquela sala, pois o ar condicionado não dava vazão e a falta de café, água ou cerveja no "Café Literário", que foi uma grande bola fora da organização, foi muito bom ouvir as histórias e as manias obsessivas de um guardador de revistas e jornais velhos que é o Ruy Castro.
Nelson Motta
Muita gente não conseguiu lugar na sala do Café para assistir a conversa. Pelo menos havia uma televisão de LCD do lado de fora onde era possível acompanhar algumas coisa. De fato nada agradável pra quem saiu de casa, com chuva, para degustar um bom papo literário.
Prof. Dra. Rita Maia fazendo uma introdução sobre Literatura Africana enquanto os Escritores Africanos não chegavam
Bate-papo com Mia Couto e Agualusa com mediação da Professora Rita Maia
Nos outros eventos, felizmente a Prefeitura se tocou de colocar os Cafés Literários e Botequins Literários na
Arena Cultural. Poderiam ter colocado mesas e cadeiras na arena para maior conforto dos interessados nos bate-papos. Um barzinho servindo cervejas, água, salgados e/ou café dariam um ar muito mais interessante e maior conforto aos que ali estavam. Exatamente como eram nas outras Bienais e como acontece nos grandes centros.
Mia Couto e Agualusa
Dedé Muylaert e Viviane Mosé declamando poesias
O saldo no final das contas foi super positivo pelos nomes de peso que fizeram parte desta edição, shows de samba e blues, declamação de poesia, etc. Outra dica que deixaria e que passou batido: poderia-se ter um bate-papo com os autores de Campos que lançaram livros na Bienal. Com certeza causaria um interesse maior nos escritores de nossa cidade.
Excelente debate entre André Trigueiro e Aristides Soffiati sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade
Márcio de Aquino lançando finalmente seu livro Chicletes e Prazer
Chicletes e Prazer: contracultura, década de 70 e rock 'n roll
Autografando alguns livros
Ferreira Gullar e Arlete Sendra
Ferreira Gullar prestando atenção a pergunta da platéia
Ferreira Gullar lendo uma poesia
Para melhor cobertura sobre a Bienal, visitar os blogs abaixo:
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Avelino Ferreira.
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Tarati Taraguá.